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11 de mar de 2014

Simulado: Piaget, Vygotsky e Wallon: teorias psicogenéticas em discussão - Yves De La Taille, Marta Kohl Oliveira & Heloisa Dantas (1992)

Texto na íntegra
01. (VUNESP/2013) Na psicogenética de Henri Walon, a dimensão afetiva ocupa lugar central, tanto do ponto de vista da construção da pessoa quanto do conhecimento. Ambos se iniciam num período que se estende ao longo do primeiro ano de vida e que o autor denomina de

(A) cognitivo-emocional.
(B) afetivo-compulsivo.
(C) impulsivo-cognitivo.
(D) impulsivo-emocional.
(E) afetivo-cognitivo.

02. (VUNESP/2013) De acordo com Heloysa Dantas in La Taille (1992), a afetividade não é apenas uma das dimensões da pessoa, ela prepondera em uma fase do desenvolvimento. Para Wallon, em qual momento do desenvolvimento humano a afetividade prevalece em relação à razão?

(A) Na fase adulta, quando a pessoa necessita usar a afetividade para tomar decisões sobre seu futuro e
suas relações.
(B) No seu momento inicial, logo que o indivíduo sai da vida puramente orgânica, e que suas ações são
puramente emocionais.
(C) No início da adolescência, quando o sujeito utiliza a afetividade como instrumento para lidar com as
diferenças.
(D) Na etapa em que, já idoso, o indivíduo passa a usar mais afetividade recordando fatos do passado.
(E) Na fase final da infância, quando a criança usa da afetividade para conseguir atenção de pais e
professores.

03. (VUNESP/2013) Segundo La Taille, Oliveira e Dantas (1992):
– para Wallon, “a consciência afetiva é a forma pela qual o psiquismo emerge da vida orgânica: corresponde à sua primeira manifestação. Pelo vínculo imediato que instaura com o ambiente social, ela garante o acesso ao universo simbólico da cultura, elaborado e acumulado pelos homens ao longo da sua história”;
– a partir da diferenciação entre afetividade e inteligência, “a história da construção da pessoa será constituída por uma sucessão pendular de momentos dominantemente afetivos ou dominantemente Cognitivos, não paralelos, mas integrados”.
Segundo Fiorin (2006), para Bakhtin, “a subjetividade é constituída pelo conjunto de relações sociais de que participa o sujeito. (...) O princípio geral do agir é que o sujeito age em relação aos outros; o indivíduo se constitui em relação ao outro”.
Graças a estudos, como os mencionados acima, podemos entender o desenvolvimento humano como

(A) resultado, sempre provisório, das relações afetivas que se originam na primeira infância e que tendem a desaparecer com o surgimento do juízo moral.
(B)  maturidade emocional produzida pelo desenvolvimento da inteligência em situações de conflito nas relações interpessoais.
(C)  capacidade de estabelecer relações lógico-formais, desenvolvida pelas relações afetivas na primeira infância e pela escola a partir dos seis, sete anos.
(D) síntese das relações sociais na família, na escola e nos contextos sociais mais amplos do trabalho e da participação política.
(E)  síntese das relações entre cognição e afeto, no contexto das relações dos indivíduos entre si e o seu meio físico, social e cultural.

04. (VUNESP/2014) Em  uma  reunião  pedagógica, os docentes da  EEEFM “Governador  Sebastião  Mendonça” discutiam algumas atividades desenvolvidas por alunos do 5.º ano do ensino fundamental. No calor da discussão, a professora Teresa Cristina teceu críticas a Piaget, dizendo que este pensador, embora de valor, desprezara o papel dos fatores sociais no desenvolvimento humano. Pedro Paulo, um dos colegas que lera a obra Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão (La Taille; Dantas; Oliveira, 1992), aparteou-a e disse-lhe que, segundo a obra lida,

(A) Piaget costuma ser criticado por “desprezar” o papel dos  fatores  sociais  no  desenvolvimento humano. Nada mais injusto, pois tal desprezo nunca existiu. O  máximo  que  se  pode  dizer  é  que  Piaget não se deteve longamente sobre a questão, tendo apenas situado as influências e determinações da interação social sobre o desenvolvimento da inteligência.

(B)  La  Taille  afirma  que  Piaget  em  nenhum  momento omitiu  de  sua  teoria  os  fatores  sociais,  muito pelo contrário, eles estão presentes em toda a sua obra, pois  ele  acreditava  que  todas  as  relações sociais são sempre favorecedoras do desenvolvimento. Jean Piaget não somente era adepto como também defendia esse otimismo social.

(C)  para  Piaget,  o  homem  não  é  social  da  mesma  maneira aos seis meses ou aos vinte anos de idade. A socialização efetiva da inteligência só tem início por volta dos doze anos, quando a criança está no estágio operatório formal. Nos estágios anteriores, a inteligência é essencialmente individual, não há socialização.

(D)  na teoria piagetiana, a cooperação é o tipo de relação interindividual que representa o mais baixo nível
de socialização; é ela a responsável pelo desenvolvimento  infantil.  A  cooperação  necessária  a  esse desenvolvimento  tem  seu  início nas relações entre crianças pequenas, daí a importância de se promoverem brincadeiras em grupo.

(E)  para  La  Taille,  o  postulado  de  Wallon  de  que  o homem  é  “geneticamente  social”  (impossível de ser pensado fora do contexto da sociedade), não é válido para a teoria de Piaget, pois para este, desde
o nascimento, o desenvolvimento intelectual resulta, exclusivamente,  da  interação  entre o sujeito e os objetos materiais com os quais convive.

GABARITO

01 - D
02 - B
03 - E
04 - A

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