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6 de mar de 2014

Simulado: Indisciplina: alternativas teóricas e práticas - Júlio Groppa Aquino (1996)

01. (VUNESP/2013) Aquino (1996) afirma que “ a indisciplina na escola aparece sob todas as formas de conflito que incorporam uma capacidade de __________  dos pequenos grupos e expressam-se quer sob uma aparente submissão, quer através dos excessos de todos os tipos. Num caso o indivíduo está completamente __________   em relação a um controle central, abstrato, anônimo; noutro, as potencialidades de cada um são reconhecidas e integradas em um conjunto.”

Assinale a alternativa que, de acordo com o autor, preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

(A) adaptação … independente
(B)  resistência … dependente
(C)  persistência … alheio
(D) organização … resistente
(E)  alienação … enfraquecido

02. (VUNESP/2014) Júlio Groppa Aquino, in Aquino (1996), apresenta o fenômeno da indisciplina como, talvez, o “inimigo número um do educador atual”, presente nas escolas públicas e particulares. Circunscreve o tema como interdisciplinar e transversal à Pedagogia, apontando a indisciplina como um sintoma de “outra ordem que não a estritamente escolar, mas que surte no interior da relação educativa”. O autor conclui que as diversas leituras do fenômeno findam por implicar uma análise transversal que leva a enxergar a saída

(A)  por uma razoável valorização da educação de antigamente  que,  com  uma  militarização  difusa, baseada no medo, na coação e na subserviência, fazia do professor um modelador do aluno e resultava em rendimento escolar satisfatório.

(B)  pelo  reconhecimento  de  que  a  indisciplina  traz  um rebaixamento  da  qualidade  da  educação escolar, obrigando  a  escola  a  receber,  pela  ampliação das vagas,  os  filhos  das  classes  populares, com  seus modos inadequados ao trabalho escolar.

(C)  pela  exigência  às  famílias,  por  parte  da  escola, de que elas se incumbam de providenciar a introjeção de determinados padrões morais apriorísticos que levem ao reconhecimento e respeito da autoridade externa.

(D)  pelo  reconhecimento  e  pela  aceitação de que a escola precisa atender o crescente número de alunos sem pré-requisitos morais e disciplinares e, por isso, faz-se urgente reinstalar o componente curricular “educação moral e cívica”.

(E) pela instauração de uma “nova” ordem pedagógica que restaure a função epistêmica da escola e coloque o conhecimento no centro do cenário educativo, situando  o  objeto  a  ser  aprendido, dialogicamente, “entre” os que ensinam e os que aprendem.

03. (VUNESP/2014) Áurea Maria Guimarães, in Aquino (1996), contribui com uma  reflexão que se  inicia perguntando: “Será  que a indisciplina  e  a  violência  são  sempre  indesejáveis,  ou teríamos de considerar a ambiguidade desses termos?”. 
Esclarece  que  buscou,  nas  ideias  de  Michel  Maffesoli, “algumas noções referentes à violência, à ordem, à desordem, à lógica do dever-ser versus a do querer-viver, nas quais a ambiguidade aí presente, em vez de se mostrar como defeito, possibilita pensar a vida social, levando-se em conta a multiplicidade das situações”.
Concordando com o ponto de vista defendido pela autora, pode-se concluir que

(A) com o advento da escola de massas, existe um conjunto  de  histórias  tão  diversificadas  que  pode dificultar a  socialização  dos  alunos,  sendo  necessária uma ação de padronização ancorada no “deve ser”, nos objetivos iguais para todos para que, como nos velhos tempos, se alcance sucesso na formação de pessoas de bem e instruídas.

(B) é preciso encontrar equilíbrio entre os interesses dos alunos e as exigências da instituição e dar início ao despontar de uma solidariedade interna, que engendre uma luta pelo coletivo e crie uma comunidade de trabalho, flexibilizando o tempo e o espaço do território escolar e mantendo a possibilidade de dissidências e debates.

(C) é válido todo esforço para eliminar a tensão entre os comportamentos  espontâneos,  licenciosos,  com os quais os alunos chegam, e a ordem do espaço escolar, a qual retrata e representa a ordem social externa, mesmo que para isso se faça uma experiência de “liberar geral” para que eles vejam as consequências e peçam as regras da instituição.

(D) quando  há  respaldo  para  implantar a “tolerância zero” para indisciplina e/ou violência, as discordâncias deixam de ser objeto de negociação, todos se unem em torno do que foi definido igualmente para o grupo, sem injustiças nem favoritismos; então as “panelas” se desestruturam, e o trabalho escolar, em torno do conhecimento, flui normalmente.

(E) o firme propósito de eliminar a indisciplina e a violência,  ou  de  colocá-las  fora  do  espaço  escolar, abriu caminho para que os educadores escolares solicitassem a ajuda técnica de especialistas, seja para orientação e capacitação deles próprios ou para atender, individualmente,  os  alunos  a  eles encaminhados devido a seu comportamento discrepante mais grave.

04. (VUNESP/2014) França, in Aquino (1996), trabalha o tema da indisciplina levando em conta que a sociedade moderna transformou os interesses da esfera privada, ligados à sobrevivênciada  espécie,  em interesses coletivos, levando  a  um encurtamento do espaço público. Diante desse contexto, a autora propõe que a sala de aula pode e deve ser:
•  campo político de conexão do homem com o mundo e seu  futuro:  lugar  de  experimentar,  na existência de cada  um,  os  elementos  da  cultura:  saberes,  atitudes, valores, crenças e interesses;
•  lugar de um trabalho infatigável para aprender a viver a vida inteira, transformá-la numa obra de arte, conferindo durabilidade  ao  mundo,  avaliando  as  consequências dos  conhecimentos  construídos,  no redirecionamento de  nós  mesmos  e  do  mundo,  visando  a  uma  certa perfeição.
Isso tudo porque ela

(A) aponta a indisciplina como matéria do trabalho ético e político e a desejável disciplina como resultado dele.

(B) aponta  a  indisciplina  que  enfrentamos  hoje  como herança  ética  e  política  do  período  militar,  isto é, revanche ao processo repressivo.

(C) entende a escola como um espaço neutro na política e  na  ética,  terminando  o  direito  de  cada  um onde começa o do outro.

(D) concebe a disciplina, que garante a ordem e o silêncio, como condição para que o aluno aprenda os conteúdos acadêmicos.

(E) aponta  a  disciplina como matéria do trabalho educativo familiar, berço da ética de cada um e fonte de modelos.

05. (VUNESP/2014) O professor Manoel argumenta que tenta passar os conteúdos para os alunos, mas eles não aprendem porque são  desinteressados,  apáticos,  não  prestam  atenção, fazem  bagunça,  comportam-se  de  forma desrespeitosa etc. Considerando os estudos de Aquino (1996) e analisando o fato na perspectiva de que as interações professor  versus  aluno  se  pautam  no  estatuto  do  próprio conhecimento, uma nova ordem pedagógica precisa ser instalada. Nesse sentido, segundo o autor,

(A)  é importante uma relação autoritária que favoreça a memorização dos conteúdos pelos alunos.

(B)  o trabalho do aluno deve se assemelhar ao do professor, na medida em que aquele tem que reproduzir
o conhecimento armazenado pela humanidade.

(C)  o professor deve ter controle sobre o comportamento do aluno, pois a obediência e a resignação são catalisadores do ato de conhecer.

(D)  uma conduta austera do professor é necessária, porque é ele o responsável pelas relações pessoais em
sala de aula.

(E)  é  importante  o  professor  reinventar  continuamente os conteúdos, as metodologias e a relação, porque isso também é conhecimento.

GABARITO

01 - B
02 - E
03 - B
04 - A
05 - E

9 comentários:

Valdete de Oliveira disse...

Acertei tudo é só pensar com a cabeça de pedagogo q não tem erro.

Lucia Lobo disse...

Lendo o resumo que está muito bom fica fácil fazer o teste. Gostei!

Stella cabral disse...

Gostei de ler e depois fazer o simulado! Valeu

Andrea APARECIDA CORREIA LEITE ZANARDO disse...

Também gostei! Obrigada pela colaboração.

História TIC disse...

não acertei uma única. Acho que sou mesmo um jumento...

neia maximo disse...

lendo o resumo ficou fácil assimilar e nos enxergar dentro do nosso próprio trabalho. muito bom.

Proangelamaria disse...

Interessante e bem elaborado

Flávia Rodrigues Gomes disse...

Acertei todas! Basta ler com calma, fiz a leitura somente do resumo.

Simone Oliveira disse...

Muito bom.Acertei todas.

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